Durante muito tempo, pareceu apenas um sonho distante, inatingível como um FTF num 5/5.
Pois bem… hoje, algo que todos aguardavam ansiosamente, é oficial: o Geocaching brasileiro teve sua “independência finalmente decretada”. Temos agora um revisor brasileiro.
É claro que nossos revisores portugueses fazem um trabalho excelente. Com profissionalismo, paciência e dedicação, ajudando a manter a atividade todos estes anos. Mas a ideia de termos também um revisor brasileiro, alguém que vive nossa realidade, entende nossas referências culturais e até nossos “jeitinhos”, trouxe uma sensação extra de pertencimento.
Depois de um burburinho tamanho large, debates acalorados nas redes sociais e até apostas informais sobre quando isso aconteceria… aconteceu.
A Capivara publicou oficialmente seu primeiro cache!

Por enquanto, foram dois eventos (aparentemente uma fase de treinamento). Caches ainda seguem sendo publicados pelos revisores portugueses, o que mostra que o processo está sendo feito com cuidado e responsabilidade. Ainda assim, o marco é geo-histórico.
E pense que estes geocachers gringos, que submeteram este evento helvético-franco-brasileiro, nem se deram conta ainda do que ocorreu. Sem saber, foram contemplados com a primeira revisão brasileira da história do Geocaching. Um detalhe que passou despercebido para eles, mas que significa muito para nós.

13/01/2026 – Anote aí: o Independence Day do Geocaching brasileiro
Quem é a Capivara?
É a pergunta que fica no ar. Como num cache mistério, não sabemos de imediato as coordenadas finais…
Com certeza se trata de um geocacher experiente, dedicado e bem relacionado. Atributos mínimos para exercer esse serviço voluntário.
Será de qual estado? Tem quantos finds? Homem ou mulher? Bonito ou feio? Casado ou solteiro?
Por enquanto, a identidade segue camuflada e em segredo. Ao que tudo indica, ela prefere ganhar experiência, confiança e quilometragem antes de se revelar. Faz sentido, afinal, capivaras são discretas e reservadas.
Seja muito bem-vinda, CapivaraRev!
Crie seu estilo e faça a diferença. A turma toda conta com você.
Que essa nova fase fortaleça ainda mais a comunidade, incentive novos caches, muitos eventos e ajude o Geocaching brasileiro a crescer com identidade própria e sotaque brasileiro.
E o que podemos esperar de diferente?
No aspecto prático, especialmente para quem esconde caches, a mudança pode ser sutil. A comunicação deve fluir de forma mais rápida e direta, com um entendimento mais natural dos contextos locais. Descrições e regras passam a ter menos ruído cultural, e a sensação de proximidade com a revisão aumenta.
Agora, vale um aviso importante para quem reclamava da suposta rigidez dos portugas. Não se iluda nem acredite que, comparada a alguém como, por exemplo, um feroz “Shubaca”.. uma dócil “Capivarinha” seja mais maleável. E, sinceramente, nem deveria ser. As diretrizes continuam sendo as mesmas, e a qualidade sempre precisa vir em primeiro lugar. O que muda é o sotaque, não o jogo.
Esse novo momento reflete principalmente o amadurecimento da comunidade brasileira e deve seguir assim, navegando nesse rumo.
O motivo principal de haver agora um revisor local é porque o número de caches aumentou, os jogadores se multiplicaram, ganharam experiência e também responsabilidade.
E isso traz, mesmo que de forma implícita, um papel para todos nós. Apoiar o processo, ter paciência nos ajustes iniciais, colaborar sempre de forma construtiva e, principalmente, continuar criando caches melhores. No fim das contas, a revisão é apenas uma parte do ecossistema. O jogo continua sendo feito por todos os envolvidos: voluntários, owners e jogadores.
E me diga uma coisa…
Quem você acha que é o misterioso revisor?
Será que seria curioso abrir esse espaço para uma entrevista com a CapivaraRev?




mt bom! seja bem-vindo(a), Capivara!
valeu pelo texto, Danger_Danger!